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Perguntas e Respostas

Sobre a doença

A Influenza é também conhecida como Gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A(H1N1)pdm09 e A(H3N2) circulam atualmente em humanos.

Inicia-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem as crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas. A síndrome gripal é a doença aguda (com duração máxima de cinco dias), com febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta e também com infecção aguda das vias aéreas superiores (faringe, laringe, amídala e traqueia).

A Influenza pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Não há diferença de transmissão entre os tipos de influenza sazonal.

Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria das pessoas se recuperará dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos graves, embora os vírus da gripe possam desenvolver resistência aos medicamentos. Eles são especialmente importantes para grupos de alto risco. Idealmente, essas medicações precisam ser administradas precocemente (dentro de 48 horas após o início dos sintomas).

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como vírus Influenza, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:

- Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento

- Utilizar lenço descartável para higiene nasal

- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir

- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca

- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar

- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas

- Manter os ambientes bem ventilados

- Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe

Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem:

- Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas)

- Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação

- Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados

- Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos

IMPORTANTE: O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente, convulsão.

A aglomeração de crianças em creches facilita a transmissão de influenza entre crianças vulneráveis. A melhor maneira de proteger as crianças contra influenza sazonal e potenciais complicações graves é a vacinação anual contra influenza, que é recomendada a partir de 6 meses até menores de 6 anos.

Os cuidadores de crianças lotadas em creches, além da adoção das medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória, devem realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos. Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano, caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.

Cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com absenteísmo pela mesma causa na creche.

O contato da criança doente com as outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doentepermaneça em casa por, pelo menos 24 horas após o desaparecimento da febre, sem a utilização do medicamento, para evitar a transmissão da doença.

Influenza causa mais doenças graves em gestantes que em mulheres não grávidas. Mudanças no sistema imunológico, circulatório e pulmonar durante a gravidez faz com que as gestantes sejam mais propensas a complicações graves por influenza, assim como hospitalização e óbito. A gestante com influenza mais chances de ter complicações na gravidez, incluindo trabalho de parto e parto prematuros.

A Influenza pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Não há diferença de transmissão entre os tipos de influenza sazonal.

Sobre a vacina

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado que são: influenza A (H1N1); influenza A (H3N2) e influenza B.

A vacina só não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo – usada na sua fabricação.

Não. A vacina usada na campanha contra a gripe é segura e bem tolerada. Em poucos casos, podem ocorrer manifestações de dor no local da injeção ou endurecimento. Isso pode ser associado a erro técnico de aplicação. Além disso, as pessoas que não tiveram contato anterior com os antígenos – substâncias que provocam a formação de anticorpos específicos – podem apresentar mal-estar, mialgia ou febre. Todas estas ocorrências tendem a desaparecer em 48 horas.

Não, a vacina previne contra a gripe e o antigripal é um medicamento para o alívio sintomático da gripe, usado para reduzir os efeitos causados pela doença.

A vacina de influenza tem por objetivo evitar os casos graves e os óbitos, e não eliminar a transmissão do vírus. Por isso, o Brasil, assim como todos os países que usam essa vacina, segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar os grupos com maior vulnerabilidade para as complicações e os óbitos decorrentes das complicações da gripe. Na sua grande maioria, os casos de gripe são casos leves e que se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. Entretanto, nos grupos mais vulneráveis, o caso pode se complicar e gerar outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana.

São os grupos que estão mais vulneráveis a contrair a forma mais grave da gripe, que pode evoluir para pneumonia e até mesmo para o óbito. A população prioritária desta campanha é formada por indivíduos com 60 anos ou mais, crianças na faixa etária de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), os professores do ensino básico e superior das escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento e os grupos portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais. Indivíduos que apresentem pneumopatias (incluindo asma); cardiovasculopatias; nefropatias; hepatopatias; doenças hematológicas; distúrbios metabólicos; transtornos neurológicos e do desenvolvimento (como epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, entre outros); imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/Aids ou outros; obesidade; e pacientes com tuberculose, de todas as formas.

O grupo é formado por pessoas que tenham HIV/Aids; transplantados de órgãos sólidos e medula óssea; doadores de órgãos sólidos e medula óssea devidamente cadastrados nos programas de doação; imunodeficiências congênitas; imunodepressão devido a câncer ou imunossupressão terapêutica; comunicantes domiciliares de imunodeprimidos; cardiopatias; pneumopatias; asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas; diabetes mellitus; fibrose cística; trissomias; implante de cóclea; doenças neurológicas crônicas incapacitantes; usuários crônicos de ácido acetilsalicílico; nefropatia crônica/síndrome nefrótica; asma e hepatopatias crônicas. Durante a campanha, os portadores de doenças crônicas deverão apresentar um documento atestando sua condição para terem acesso a vacinação. Aqueles já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas devem buscar orientação na unidade de saúde.

Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 e 3 semanas após a vacinação, e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. O pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas após a vacinação.

A vacinação é realizada em 1097 postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) espalhados em todo o estado. Estes postos estão situados em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Recomendamos buscar o mais próximo de sua residência. Clique aqui e encontre a sala de vacina mais próxima.

As vacinas distribuídas nesta campanha são fabricadas pelo Instituto Butantan.

A logística de distribuição das vacinas ocorre da seguinte forma: da Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi) do Ministério da Saúde, com sede em São Paulo, as vacinas seguem por transporte aéreo para os estados. Em Santa Catarina, o destino é o aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, de onde as doses são enviadas para a Central Estadual de Rede de Frio, em São José, pelo sistema de transporte rodoviário do Ministério da Saúde. Na Central, onde são conferidas e armazenadas, as vacinas são distribuídas em 19 Gerências Regionais de Saúde com Rede de Frio para retirada dos municípios e posterior encaminhamento às salas de vacina. Durante todo esse processo, que leva em média de uma a duas semanas, as vacinas devem ser conservadas em temperaturas variando de +2°C a +8°C. Qualquer variação da temperatura para fora dessa faixa poderá acarretar na perda da qualidade ou até mesmo inutilização das mesmas. Clique aqui e confira o infográfico.

Entre 10 de abril a 31 de maio de 2019. No dia 4 de maio, sábado, haverá o “Dia D” de mobilização nacional. Todos os postos de saúde estarão abertos para vacinação dos grupos. O horário de funcionamento é das 8 às 17 horas, podendo ser alterado conforme definição da Secretaria Municipal de Saúde de cada localidade.

Dura de 6 a 12 meses.

Não é obrigatória a apresentação da caderneta de vacinação, mas este documento é necessário para atualização de outras vacinas do calendário de vacinação. Basta apresentar um documento de identificação e caso possua o cartão nacional do SUS. Os trabalhadores de saúde precisam apresentar documento que comprove o vínculo com instituição de saúde. Os professores precisam apresentar documento que ateste o vínculo com instituição de ensino. As pessoas dos grupos de portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais precisam apresentar prescrição médica com a indicação para a vacina.

Sim, a imunidade dura – após a vacina – de 6 a 12 meses. A composição da vacina e produção é anual, e pode mudar conforme os vírus que circularam no ano anterior.

Para se prevenir, as pessoas devem ser orientadas a tomar alguns cuidados de higiene como: lavar bem, e com frequência, as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e, ainda, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.