a doença

A influenza, normalmente conhecida como gripe, é uma doença grave que causa danos à saúde das pessoas há muitos séculos. Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, o tipo A causa 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio do tipo B. Os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais e, também, por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas. Em geral, essas são associadas ao aumento das taxas de hospitalização e de mortes por pneumonia, especialmente em pacientes que apresentam doenças crônicas e fatores de risco. O vírus C raramente causa doença grave.

Transmissão

O vírus é transmitido a partir das secreções respiratórias, podendo também sobreviver algumas horas em diversas superfícies tocadas frequentemente, de madeira, aço e tecidos. A partir do contato com um doente ou com uma superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, causando lesões pulmonares, que podem ser graves e até fatais, se não tratadas a tempo. Os vírus influenza circulam durante todo o ano, intensificando-se principalmente no período de inverno, quando as pessoas buscam se abrigar do frio em ambientes fechados, o que favorece a transmissão. A transmissão ocorre principalmente em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semifechados. Estima-se que uma pessoa infectada seja capaz de transmitir o vírus para até dois contatos não imunes.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas, em geral, são:

  • Febre alta
  • Calafrios
  • Tosse, que pode ser seca ou com expectoração
  • Dor de cabeça
  • Dor de garganta
  • Cansaço
  • Dor muscular
  • Coriza

Complicações

Pessoas de todas as idades são susceptíveis à infecção pelo vírus influenza. Porém, a evolução geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações. As complicações mais comuns são: pneumonia bacteriana e por, outros vírus, sinusite, otite e desidratação. Alguns indivíduos estão mais propensos a desenvolverem complicações graves, especialmente aqueles com condições e fatores de risco para agravamento, entre esses: gestantes, adultos com idade maior que 60 anos, crianças com idade menor que dois anos e indivíduos que apresentem doença crônica, especialmente doença respiratória crônica, cardiopatia, obesidade (IMC ≥ 40), diabetes descompensada, síndrome de Down e imunossupressão e imunodepressão.

Prevenção

vacina da gripe

A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza, reduzindo o agravamento da doença. A estratégia de vacinação na rede pública de saúde foi sendo ampliada pelo Ministério da Saúde e, atualmente, a vacinação é indicada para indivíduos com 60 anos ou mais de idade, crianças com idade de 6 meses a menor de 6 anos, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), profissionais de saúde, professores de escolas públicas e privadas população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, povos indígenas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (conforme listagem definida pelo Ministério da Saúde com sociedades científicas).

Prevenção

etiqueta da tosse

Está gripado? Vale a pena seguir estes conselhos:

Atenção

Cubra a boca e o nariz com um lenço quando tossir ou espirrar.

prudência

Se não tiver lenço, tussa ou espirre no seu antebraço, não em suas mãos, pois elas são veículos de transmissão.

repouso

Evite sair de casa enquanto estiver com sintomas de gripe.

higiene

Limpe as mãos depois de tossir ou espirrar, lavando-as imediatamente com água e sabão.

ventilação

Mantenha os ambientes ventilados e arejados.

compartilhamento

Não compartilhe alimentos, copos, toalhas e outros objetos de uso pessoal.

afastamento

Mantenha-se distante de locais com aglomeração de pessoas.

hábitos saudáveis

Tenha uma alimentação balanceada beba bastante líquido.

Tratamento

síndrome gripal

Síndrome Gripal em pacientes com ou sem fatores de risco:

Deve-se fazer indicação de medicamentos sintomáticos, hidratação oral e repouso domiciliar.

Para menores de 18 anos, é contraindicado o uso de salicilatos (risco de Síndrome de Reye).

Está indicado, além do tratamento sintomático e a hidratação, independentemente da situação vacinal, a prescrição do fosfato de oseltamivir (Tamiflu®) para todos os casos de síndrome gripal, preferencialmente dentro das 48 horas do início da doença, a critério médico, independente da confirmação laboratorial (posologia de acordo com quadro 2).

A indicação de zanamivir (Relenza®) está autorizada em casos de intolerância
ao oseltamivir. Para estes casos, a medicação está disponível no âmbito da SES.

Tratamento

síndrome respiratória aguda grave

Realizar avaliação clínica minuciosa e iniciar, de acordo com a indicação, terapêutica imediata de suporte, incluindo hidratação venosa e oxigenioterapia;

Internar o paciente e mantê-lo sob monitoramento frequente, face à possibilidade de deterioração rápida do quadro clínico;

Iniciar o tratamento com o oseltamivir após a suspeita clínica;

O antiviral traz benefícios mesmo se iniciado 48 horas após o início dos sintomas, pois existem estudos que indicam algum efeito benéfico no uso até 10 dias após início dos sintomas;

O zanamivir pode ser considerado com o mesmo critério da Síndrome Gripal;

Coletar amostras de material biológico dos pacientes com SRAG internados em até 7 dias do início dos sintomas e, preferencialmente, antes do início do oseltamivir, de acordo com as orientações do Guia de Vigilância Epidemiológica do MS e do protocolo Normas Laboratoriais de Influenza (disponível na página da Secretaria Estadual de Saúde);

Utilizar equipamentos de proteção individual.

É importante hidratar o corpo consumindo muita água, fazer uso do antiviral a todos os casos de SRAG e SG que tenham fator de risco para complicações, independentemente da situação vacinal. Gestantes possuem um alto risco de desenvolver complicações por infeção com o vírus influenza. Para gestantes com suspeita ou confirmação de infecção por influenza sazonal, é recomendado o tratamento antiviral. A gravidez não deve ser considerada contraindicação para o uso de oseltamivir ou zanamivir. A duração do tratamento com os antivirais é de cinco dias, podendo ser estendido no caso de pacientes hospitalizados em estado grave ou imunossuprimidos.